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Copa do Mundo de 2014 deixa um legado de 90 hotéis fechados em oito das 12 sedes

08/08/2018

 

Para receber a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o Brasil fez um investimento muito alto em estádios e equipamentos. O objetivo era colocar o País nos holofotes do turismo mundial, mas hoje o que se constata é que houve muita malversação de dinheiro público e verdadeiros monumentos ao desperdício estão se deteriorando Brasil afora.

 

O número de turistas estrangeiros que visitam o País anualmente não consegue romper a barreira histórica dos 6 milhões ao ano e fica o questionamento: qual legado esses eventos deixaram para o Brasil? E no segmento hoteleiro não foi diferente. Criou-se uma expectativa muito grande de que era necessário renovar o parque hoteleiro para receber os turistas. Houve muita especulação em cima do "tijolinho imobiliário hoteleiro" e o resultado é a taxa de ocupação despencando cada vez mais. Cidades como Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e a Barra da Tijuca no Rio de Janeiro são bons exemplos.

 

No levantamento da ABIH Nacional (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis) o  fechamento de hotéis nos últimos anos em Belo Horizonte chega a 23, seguida por Salvador com 21 hotéis fechados, Porto Alegre com 16, Rio de Janeiro com 13, Cuiabá com sete, Manaus com quatro e Brasília com dois empreendimentos. São Paulo, Recife, Fortaleza e Natal não registraram o fechamento de hotéis, sendo que na capital do Rio Grande do Norte houve a abertura de seis estabelecimentos e duas novas unidades foram inauguradas em Fortaleza.

 

Manoel Cardoso Linhares, Presidente da ABIH Nacional, aponta vários fatores que culminaram com o fechamento de pelo menos 90 unidades hoteleiras, em oito das 12 cidades-sede, após o final da competição. "A alta carga tributária, somada à falta de políticas de incentivos e de divulgação dos destinos, a ausência de regulamentação dos aplicativos de reservas de hospedagem em residências, além dos níveis críticos na área de segurança e da crônica falta de infraestrutura do País. Esses fatores aliados a uma malha aérea cara e segmentada, determinam a dificuldade de expansão do setor turístico no País. "È necessário resolver uma série de fatores que atravancam o desenvolvimento do turismo no Brasil", afirma Linhares. Ele defende que é de fundamental importância que essas, entre outras pautas do turismo e da hotelaria avancem e sejam incluídas na reforma da LGT - Lei Geral do Turismo. "Tudo isso combinado se torna um grande impeditivo para a indústria de turismo atuar com grande relevância na economia do país, gerando mais empregos e renda. Precisamos trabalhar ainda mais para que pontos como a regulamentação das plataformas de venda de hospedagem e o valor dos tributos pagos por elas sejam direcionados para um fundo
que financie a divulgação estratégica dos múltiplos destinos do Brasil, entrem na
atualização da Lei Geral do Turismo" defende o presidente da ABIH Nacional. 

 

Vale lembrar que hoje o Brasil investe apenas U$ 16 milhões na divulgação de seus destinos, enquanto o México investe U$ 490 milhões, a Colômbia U$ 100 milhões e o
Equador U$ 90 milhões.

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